A Revolução Industrial: Fases, Administração e Filosofia
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A Revolução Industrial em duas fases pode ser dividida em:
1ª) 1780 a 1860 – fase da Revolução do carvão e do ferro
2ª) 1860 a 1914 – fase da Revolução do aço e da eletricidade
Mas foi somente no século XIX que a revolução industrial surgiu, com crescente aceleração e ímpeto.
As mudanças são transformações profundas e capitalistas, aparecendo e exercendo controle sobre quase todas as atividades. Enquanto isso, três acontecimentos vieram causar uma nova fase:
- Um novo processo de fabricação do aço
- O aperfeiçoamento da dinamo
- A invenção do motor de combustão de Daimler
Administração e a Empresa Moderna
Em consequência, para a administração, a empresa moderna nasceu e a organização com a Revolução Industrial e fatores resultantes de inúmeros problemas, entre os quais se destacam:
- Ruptura das estruturas corporativas da Idade Média;
- O grau de progresso tecnológico, com as novas formas de energia e consequente ampliação dos mercados;
- Substituição do trabalho artesanal pelo industrial de produção.
Principais Transformações Sociais e Econômicas
Em 1776, James Watt inventou a máquina a vapor, à produção e sua aplicação na estrutura social, provocando modificações e mudanças nas áreas comercial, econômica e social;
- Surge a mecanização da indústria e da agricultura, com o surgimento da máquina confiável, do tear hidráulico, do tear mecânico e do descaroçador de algodão; em tamanho e peso, as máquinas vieram superar, e em muito, os trabalhos manuais;
- O uso do motor a vapor na indústria passa a transformar os escritórios, transportes, comunicações e a agricultura.
Origens da Organização Linear
A organização linear, por exemplo, teve sua origem na organização da Antiguidade militar, dos exércitos e depois no período medieval.
Senão, vejamos:
- Princípio de unidade de comando: fundamental para a função de direção;
- Escala hierárquica: em seus níveis de comando, correspondência de autoridade e grau de responsabilidade.
Influência das Instituições do Estado
As instituições dos Estados (casos de Atenas, Roma, entre outras) foram transferidas para a Igreja Católica, transferindo princípios administrativos e suas regras de organização.
Essa transferência foi feita de forma mais lenta, talvez porque seus propósitos e objetivos diferissem dos Estados.
Dois Filósofos
Sócrates (470–399 a.C.), em discussão com Nicômaces, esclarece que administrar deve ser visto como uma habilidade pessoal, separada do conhecimento técnico e da experiência.
Platão, outro filósofo grego, discípulo de Sócrates, em sua obra A República, expõe seu ponto de vista sobre a administração e a forma de governo dos negócios.
Aristóteles (384–322 a.C.), também filósofo grego, discípulo de Platão e fundador da lógica formal, estuda a organização do Estado e da Administração Pública em três formas:
- Monarquia ou governo de um só;
- Aristocracia ou governo de uma elite;
- Democracia ou governo do povo.
René Descartes (1596–1650), filósofo francês, fundador da Filosofia Moderna, deixou-nos o livro O Discurso do Método, que descreve os principais preceitos do método cartesiano:
- Princípio da evidência: dúvida sistemática ou verdadeiro – nada se aceita como verdadeiro sem exame;
- Princípio da análise: divisão e decomposição de cada dificuldade em tantas partes quantas forem possíveis.