Técnicas Histológicas e Tecidos: Fixação, Coloração e Tipos

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Noções de técnicas histológicas: Os órgãos precisam ser reduzidos a cortes finos, pois ficam incolores, por isso precisam ser corados.

1ª etapa – Fixação: preserva o material biológico e endurece o tecido, tornando-o mais resistente às etapas seguintes. A fixação mais utilizada é a de Bouin ou fixação simples (formol 10%).

2ª etapa – Desidratação: são usadas soluções crescentes de álcool, até tornar o álcool absoluto.

3ª etapa – Clarificação: xilol (agente clarificador).

4ª etapa – Impregnação: elimina o xilol e penetra a parafina. Para preparar o corte, costuma-se incluir cera de abelha, para que o corte fique macio.

5ª etapa – Microtomia: máquina que faz o corte superfino.

6ª etapa – Coloração: o corante mais comum é a hematoxilina (positiva) (roxo-basofílico, cora pelo ácido) e a eosina (negativa) (rosa-acidofílico, cora pelo básico). Antes, deve-se hidratar e depois corar.

7ª etapa – Montagem: desidrata com álcool para preservar, após banhado no xilol e parafina, e em seguida fixa o tecido na lâmina.

Tecido Epitelial

Não possui vasos; a nutrição é feita por difusão a partir dos tecidos adjacentes. Ausência de substância intercelular, apenas com uma camada delgada de glicoproteínas (glicocálix). As células são muito juntas e apresentam adesão; pequena quantidade de matriz extracelular.

Estereocílios (SL): confundidos com cílios, mas a função é aumentar a área da superfície da célula, facilitando o movimento das moléculas para dentro e para fora das células.

Cílios e flagelos (SL): prolongamentos longos, situados no ápice das células, logo abaixo da membrana; funcionam como movimento e fonte de energia (ATP). O epitélio repousa sobre o conjuntivo.

Lâmina basal (eletrônico) ou membrana basal (óptico) – está entre o conjuntivo e o epitélio, onde também é feita a nutrição.

Epitelial de Revestimento

Avascularizado, dispõe-se em camadas. Lâmina própria: serve de apoio e prende-se aos tecidos vizinhos, dando continuidade com vários órgãos. Formas de células: pavimentoso, cúbico e cilíndrico.

  • Epitélio simples: apenas uma camada de células;
  • Estratificado: várias camadas de células;
  • Pseudoestratificado: apenas uma camada, mas parece estratificado e não tem núcleo em cima;
  • Transição: (bexiga) a forma das células varia conforme o órgão.

Epitelial Glandular

Função de produzir secreções fluidas; as glândulas se originam do epitélio de revestimento.

Glândula exócrina: libera suas secreções para uma superfície através do ducto (ex.: bile e saliva).

Classificações:

  • Nº de ductos: simples ou composto;
  • Forma da porção secretora: acinosa (redonda), tubulosa (tubular), tubuloacinosa e ramificada;
  • Mecanismo de secreção: merócrina (libera meramente a secreção, ex.: saliva); apócrina (libera a secreção junto à parte apical da célula, ex.: mamária); holócrina (a célula inteira vai junto à secreção, ex.: sebácea);
  • Tipo de secreção: serosa (produz proteína, muito retículo rugoso e mitocôndrias, mais escura); mucosa (rica em glicoproteína, melada, mais pálida); mista (serosa e mucosa, ex.: sublingual).

Glândula endócrina: libera suas secreções para vasos do tecido conjuntivo, não possui ducto, é vascularizada. Ex.: hormônios. Cordonal: cordões de células epiteliais, entre os cordões do tecido conjuntivo vascularizado. Folicular ou vesicular: formam sacos (tireoide).

Glândula mista: exócrina e endócrina ao mesmo tempo. Ex.: pâncreas e fígado.

Tecido Conjuntivo

Rico em substância fundamental amorfa (glicoproteínas e proteoglicanos); vascularizado; células afastadas; possui nervos; fibras (elásticas, colágenas e reticulares). Funções: sustentação, preenchimento, defesa e nutrição.

  • Mesenquimal: célula-tronco;
  • Fibroblasto: produz a substância intercelular, colágenos, proteínas, etc.;
  • Macrófago: célula de defesa;
  • Plasmócito: secreção de anticorpos;
  • Mastócito: produz e armazena mediadores químicos;
  • Miofibroblasto: remodelações fisiológicas (apoptose) e cicatrizações patológicas (fibrose).

Conjuntivo frouxo: muito núcleo e espaço branco, modelado ou não modelado.

Conjuntivo denso: pouco núcleo e espaço em branco, modelado ou não modelado; tem em comum com a cartilagem muita fibra e matriz.

Tecido Adiposo

Unilocular (adiposo branco): bastante irrigado por vasos sanguíneos, vasta rede de fibras. Multilocular (adiposo pardo): ricos em mitocôndrias, produzem energia e calor.

Tecido Cartilaginoso

Avascularizado; nutrição/oxigenação ocorre por difusão a partir do tecido conjuntivo adjacente (pelos capilares do conjuntivo envolvente); abundante material intercelular que forma a matriz (colágeno).

  • Hialina (mais encontrada em nosso corpo): possui pericôndrio, não possui fibras colágenas;
  • Elástica: possui fibras elásticas, colágenos e pericôndrio;
  • Fibrosa: possui fibras colágenas, está associada ao conjuntivo denso.

Pericôndrio: nutrição, oxigenação e crescimento; perto do pericôndrio as células são mais achatadas.

Crescimento appositional (de fora para dentro): ocorre pela multiplicação dos condrócitos no interior das lacunas (infância). Crescimento intersticial (de dentro para fora): ocorre a partir do pericôndrio, pela diferenciação de condroblastos em condrócitos.

Condroblasto: jovem; condrócito: maduro.

Tecido Ósseo

Ossificação intramembranosa: ocorre a partir das células mesenquimais, forma ossos chatos e irregulares.

  • Osteócito: interior da matriz;
  • Osteoblasto: (lado de fora) produtores da parte orgânica da matriz;
  • Osteoclasto: (células gigantes) remodelação dos ossos.

Condrócito: célula da cartilagem.

Ossificação endocondral: ocorre a partir de um molde de cartilagem hialina; forma ossos curtos e longos. Fases: repouso, proliferação, hipertrofia, calcificação (condrócito morre) e ossificação.

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